Originalidade (Quando E Como)

de Tom Hess


Ofacto de teres começado a ler este artigo indica que provavelmente achas que a originalidade é importante. Mas ser original é um objectivo digno de ter? Eu acho que a maioria das pessoas responderia que sim (pelo menos em teoria). A minha resposta não será sim ou não, mas, talvez. Digo, talvez, porque depende da situação.

Considera o seguinte: Na música clássica, os estilos de tocar e composição mudaram muito lentamente. Mozart, Haydn, e J.S. Bach não se preocuparam com a originalidade. Eu sei que para aqueles que não estudaram a história da música em profundidade que isto pode soar estranho, mas é a verdade. Eles não eram bons porque eram originais, eram compositores, simplesmente, superiores. Para ser-se bom (ou até o melhor) no que se faz, muitas vezes tem pouco a haver com a originalidade. Se ser inovador fosse a chave para o sucesso, então, não existiriam dois grandes músicos que soassem semelhantemente. Todos sabemos que isso não é verdade.
 
J.S.Bach só se preocupou em escrever a melhor e mais bem trabalhada música, digna de ser ouvida por Deus. Suprema arte artesanal (habilidade musical) e expressão do seu amor, respeito, etc, para com Deus era tudo com que ele realmente se preocupava. Ele não tinha necessidade de ser inovador a fim de alcançar seus objectivos, porque a música do seu tempo preenchia isso. Não havia necessidade de inovar para ele alcançar os seus objectivos. Muitos dos seus contemporâneos eram muito mais originais do que ele, mas Bach, é o mestre de quem noslembramos, e é ele que é ensinado nos programas de música clássica na maioria das universidades no mundo.
 
Mozarte Haydn (que viveram após Bach), só se preocuparam em ganhar dinheiro e servir os seus patrões. Eles eram, basicamente, funcionários que, mais tarde ganharam grande relevo. Estes compositores queriam ganhar dinheiro, queriam encher salas de concerto e agradar aos patrõesque os empregavam. Esse era seu objectivo e ser original não era importante para alcançar esse objectivo, na verdade, muita inovação iria prejudicar a sua carreira naquela época.
 
A originalidade não se tornou realmente um factor importante na música, até Beethoven (cerca de 50 anos após a morte de Bach). No momento em que Beethoven começou a compor, ele já era um famoso pianista e financeiramente seguro. Ele não tinha necessidade de compor o tipo de músicas standard da época para se alimentar. Especialmente, mais tarde na sua vida, ele pude fazer o que quis musicalmente. O seu principal objectivo era o de se expressar, não o de ganhar dinheiro (desde que ele já tinha dinheiro suficiente). Mas, ele viu-se numa situação onde compor música de maneira convencional, simplesmente, não era suficiente para expressar os seus pensamentos e sentimentos. Então, tornou-se fundamental a inovação e originalidade. A originalidade de Beethoven foi necessária para ele alcançar a sua meta de auto-expressão. Ele não procurou a inovação só para ser diferente, foi uma necessidade.

Quando eu te perguntei: "Seroriginal é um objectivo digno de ter?" Eu respondi, talvez. Espero que agora estejas começando a ver quando (na minha opinião pelo menos) é importante e quando não o é. Às vezes os papéis que a inovação e originalidade representam são essenciais, outras vezes, não são necessários de todo.
 
Há muitosguitarristas que percorrem grandes distâncias paraserem diferentes. Só para serem diferentes. Muitas vezes o resultado não é muito bem sucedido. Porquê? Porque a originalidade, por si só, tem pouco, ou nenhum valor real e duradouro, porque é apenas uma novidade ou uma artimanha.

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A originalidadecomo parte de um todo, onde tudo está equilibrado e no seu lugar, pode ser uma coisa maravilhosa e valiosa, de facto. Quando tem um propósito definido para expressar algo que, não pode ser feito por meios convencionais, é especial, e estes tipos de inovações são muito mais eficazes, poderosos e bonitos.
 
O meu conselho aos meus alunos sempre foi este: Nunca evitem fazer algo ordinário ou comum, com medo de que as vossas ideias não sejam originais. Porque se fizerem isso, a vossa criatividade e expressão musical vai sofrer com isso. Podem usar tudo, novo ou velho, não restrinjam as vossas opções. Procurem não ser iguais aos outros. Procurem não ser diferentes dos outros. Sejam vós próprios e expressem-no, mesmo que isto implique inovação, ou ideias comuns.
 
Agora que eu expressei a minha perspectiva sobre o papel da originalidade, vamos olhar para algumas maneiras em que podes começar a ter alguma no teu tocar, escrita de canções / composição, improviso, etc. Para que a tenhas, se, e quando precisares.
 
Ouvee estuda outros guitarristas, os quais, gostas e respeitas. Também, ouve música em que aguitarra não é o elemento principal. Analisa o que eles estão fazendo, como o estão fazendo, e como podes usar este conhecimento à tua maneira. Se não souberes como fazer isso de forma eficaz, encontra um bom professor para teajudar. Vê o meu guia gratuito sobre Como Encontrar um Professor de Guitarra.
 
Além do que costumas ouvir, ouve outros estilos de música. Vais encontrar novas técnicas e novas formas de aplicar técnicas antigas. Eu ouvi alguns óptimos cantores para adicionar novas ideias ao meu vibrato e fraseado. Olhei para o século 19, para os compositores da era romântica (principalmente Chopin), para as suas harmonias, progressões de acordes e modulações que, não são facilmente encontrados na música moderna de hoje. Mike Walsh (o outro guitarrista no HESS), olhou para a música do Oriente, pelo seu exotismo. Ele, estudou os principais instrumentos de sopro na faculdade, e em parte, foi daqui que a originalidade da sonoridade do seu fraseado legato veio.
 
Se estás procurando ideias verdadeiramente originais, procura fora da música. Existe uma riqueza infinita de ideias inspiradoras em outras formas de arte e literatura, ciência das religiões, instintos, culturas, mas o mais importante é - as tuas emoções, pensamentos, desejos, cicatrizes, etc.
 
Quando fuiestudante de composição na Universidade Roosevelt, em Chicago, eu tinha uma classe chamada Grandes Ideias. Era, basicamente, um estudo de grandes obras literárias. Um dos livros que li foi de Goethe, "Os Sofrimentos do Jovem Werther". A forma literária (estrutura) era bem diferente dos outros livros que já li. Sem entrar numa análise aprofundada do livro, digo-te que o grosso da história é contado através de uma série de cartas. Eu, pensei como isto funcionou bem para expressar a história, a partir desta perspectiva única. Também,pensei como esse conceito podia funcionar na música. Encontrei várias outras ideias neste livro e noutros livros que, poderiam ser usados ​​em outras formas de arte (como a música) com alguma imaginação criativa e de adaptação. Logo, percebi que existe um recurso enorme de ideias musicais em muitas coisas, não musicais.
 
Espero, sinceramente, que vaisolhar para ambas as influências, as musicais e as não musicais. Mantém a mente aberta e criativa para tudo o que vires, leres, sentires, pensares, ouvires, e vais encontrar, à tua maneira, novos tesouros que lá existem.
 
Para saberem mais sobre originalidade, eu convido-vos a todos a lerem o artigo do Dan McAvinchey, intitulado, "Originalidade - O Santo Graal?". É muito bom.


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