PortuguesePortuguese

A Perseguição De Um Contracto De Gravação

de Tom Hess


Queres uma carreira musical como músico profissional próspera, estável e recompensadora? Gostavas de saber o que as empresas discográficas, produtores de música e companhias de administração de artistas estão pretendendo quando procuram novos artistas? Existem muitos grandes músicos que não conseguem construir uma carreira musical de sucesso porque não sabem o que estas companhias de música querem deles. Como resultado, muitos lutam e questionam-se sobre a razão pela qual não conseguem triunfar no negócio da música, embora sejam músicos incríveis e com grandes canções. O que normalmente acontece é que os músicos começam a acreditar no mito comum “sorte”.  Eles acreditam que precisas ter sorte para triunfar na indústria da música. O resultado é que a maioria dos músicos desiste dos seus sonhos e arranja um emprego comum (não relacionado com música).

Como estás lendo este artigo, eu imagino que, provavelmente, já enfrentaste desafios semelhantes. Eu sei como te sentes porque passei pela mesma luta deprimente durante anos e vi centenas de grandes músicos viajarem ao longo do mesmo caminho. Mas com o passar do tempo, descobri que, em muitos casos, a falta de sucesso é causada pelos músicos (incluindo eu próprio, no passado) que não sabem o que as companhias da indústria da música querem de novas bandas e artistas.

Tu, provavelmente, já sabes que empresas discográficas, produtores de música, advogados de entretenimento e gerentes procuram artistas que tenham muito mais para oferecer do que simples talento. O que eles querem de ti é a embalagem toda, que inclui muitas coisas, mas os dois factores principais são: adicionar mais valor (em termos de dinheiro e/ou oportunidade), reduzindo potenciais riscos à companhia de música. Eu, neste artigo, vou falar mais sobre estes dois elementos de valor e risco.

Antes de assinar o meu primeiro contracto, e antes fazer a minha primeira e verdadeira tournée de concertos, li dúzias de livros sobre o negócio da música. Embora alguns destes livros da indústria da música ajudassem, descobri depressa que a realidade do negócio da música era muito diferente daquela que os livros descreviam. E, na maioria dos casos, estes livros do mundo empresarial da música não estavam errados, mas sim muito incompletos.
 
O entrar na indústria da música como profissional, abriu os meus olhos em relação a muitas coisas que eu nunca tinha ouvido e/ou pensado antes. Com efeito, eu vim a saber e a entender muitos detalhes importantes sobre as companhias de gravação com as quais eu trabalhei: as necessidades destas, desafios, problemas e mentalidades. Prestei muita atenção a coisas que outros ao meu redor negligenciaram frequentemente. Eu fiz isto por duas razões:
  1. Eu quis expandir a minha própria carreira musical o máximo possível, enquanto permanecendo no controlo dos modos sobre os quais aquele crescimento acontecia.
  2. Eu já era mentor de outros músicos. Assim, aprofundar mais a minha compreensão do negócio da música foi algo que eu precisei fazer para benefício deles também.
O tema central, que continuava a aparecer nas minhas primeiras conversações com os executivos das empresas discográficas com quem trabalhei, era a sociedade. Hoje, parece-me perfeitamente normal pensar que as empresas discográficas vêem os seus artistas como “sócios empresariais”, mas , na ocasião, eu não pensava que o termo tinha um significado genuíno. Durante os anos que se seguiram, o conceito de sociedade começou a aparecer em todos lugares, mas eu, provavelmente, não teria prestado muita atenção a isto se minhas primeiras reuniões com as empresas e com os administradores não fossem focalizadas nesta ideia fundamental.

As empresas discográficas, gerentes e bandas de sucesso estão procurando artistas que pensam em termos de benefício mútuo. Tens que pensar deste modo antes de qualquer companhia na indústria da música querer trabalhar contigo e investir o seu dinheiro e recursos na tua carreira musical. Imagina que estás numa banda, tentando adquirir um contracto de gravação. Obviamente que sabes o que queres obter deste contrato (acesso aos recursos da empresa que serão usados para impelir a tua carreira musical, atrair mais fãs, vender mais discos, ganhar mais dinheiro, ir em tournées, etc.). Mas pensaste no que a empresa discográfica quer (além do óbvio)?

Agora, imagina, por um momento, que és o presidente de uma empresa discográfica. Investias $250,000 do teu dinheiro numa banda que é boa e que tem canções comerciáveis??? Eu não sei em relação a ti, mas eu certamente não faria isto, ATÉ E A MENOS QUE estivesse claro para mim que o meu investimento na banda não seria um desperdício de dinheiro, e que traria lucros significativos. É altamente improvável que um orçamento de $250,000 de uma empresa discográfica seja o bastante para levar uma banda a qualquer lugar significante, se aquela banda for só uma boa banda com canções comerciáveis. Vai ser preciso muito mais que um bom talento e boas canções comerciáveis para obter o tipo de compromisso sério e investimento de uma empresa discográfica que é necessário para fazer avançar o futuro da tua banda. É preciso uma sociedade (não somente um contrato e um orçamento) para fazer isto acontecer.

Quanto a Ti?

Achas que tens o que é preciso para te tornares um sócio empresarial de qualquer companhia na indústria da música? Preenche este inquérito de 5 minutos e descobre: https://tomhess.net/WhatDoesTheMusicIndustryLookForInYou.aspx

Aqui estão algumas coisas sobre as quais precisas pensar ao abordares qualquer empresa discográfica na indústria da música:

Mentalidades Essenciais Que Precisas Adquirir:
  • Não sejas somente um empregado de uma empresa, ao invés, pensa em termos de uma sociedade que beneficie ambos.
  • Não te sintas como se tivesses direito a receber dinheiro ou oportunidades simplesmente porque és talentoso. O trabalho da empresa discográfica não é recompensar-te pela tua música. O trabalho deles é recompensar-te pelo valor que lhes trazes (além da música).
  • Tens que te tornar um sócio do que eles querem alcançar. E deves querer que eles sejam sócios do que tu queres alcançar. Atenção, que eu não estou falando sobre te venderes. Venderes-te envolveria renunciar à tua integridade musical por dinheiro (ou outros benefícios). O que eu estou descrevendo é, simplesmente, uma das práticas mais básicas e universais de negócio. Tens que dar ao outro lado o que eles querem para receberes o que queres deles. Se seguires este princípio, o sucesso no negócio da música (e vida) fica muito mais fácil!
Muito frequentemente, os artistas e as discográficas estão em conflitos entre si porque cada um quer alcançar os seus próprios objectivos, até mesmo se esses objectivos estiverem em conflito directo com as metas de uma das partes. Quando qualquer um dos lados se sente com direito a algo, sem uma estratégia que beneficie ambos, tudo entre eles se quebra. E, mais cedo ou mais tarde, ambos os lados perdem (e os fãs também!).

Até que comeces a pensar e a trabalhar com o conceito de sociedade que beneficia ambos, as pessoas e discográficas com maior poder para te ajudar não se interessarão por ti… E as pessoas más (tubarões) na indústria da música podem tentar tirar vantagem de ti, se és talentoso mas ignorante, sobre como trabalha o mundo empresarial da música.

Aqui Está Como Esta Mentalidade Te Ajuda:

Os bons empresários da música esperam que saibas como a indústria da música funciona, ANTES DE eles começarem a trabalhar contigo. Eles cansam-se de responder a perguntas básicas sobre como trabalham as coisas. Se bem que as discográficas pudessem ensinar-te estes fundamentos, eles prefeririam que os aprendesses por ti. A razão pela qual  eles querem isto é porque lhes poupa tempo (e recursos).

Lembra-te que, quando se trata de conseguir que outras pessoas se associem a ti, tens que pensar em termos do que eles esperam ganhar, ou perder, ao assinar um contrato de gravação, ou pondo a tua banda em tournée (ou qualquer outra coisa).

Estas companhias de música preferem não desperdiçar o tempo delas, ensinando-te sobre a indústria da música, negócios empresariais, atitudes mentais, imagem, presença em palco, logística, etc. À primeira vista, isto pode parecer uma inconveniência para ti, mas não é. É do TEU interesse ver estes recursos serem gastos a promover a tua carreira musical, ajudando-te a vender discos, a fazer uma tournée pelo mundo, a atrair mais fãs, a ganhar mais dinheiro, etc. Se, ao invés, uma quantia grande de dinheiro e de tempo fosse gasta para te ensinar o que já devias saber, quem pensas que perdia mais? Serias tu! Isto acontece porque os recursos da companhia deveriam ser gastos a ajudar-te a alcançar o que não conseguiste por conta própria (e aprender os fundamentos do negócio da música não faz parte disso).

Lembra-te, também, que, se a discográfica está investindo directamente dinheiro na tua carreira musical, eles esperarão que o seu investimento seja pago com juros. Então, cabe-te minimizar qualquer desperdício neste investimento. Aqui está um exemplo:
vamos dizer que a tua banda foi posta em digressão pela companhia, mas a administração acredita que ela não se sabe comportar dentro e fora do palco. Eles vão exigir que vocês sejam treinados nestas áreas (e acredita que eles VÃO). Se os ensaios levarem uma semana adicional (à taxa de milhares de dólares por dia), então, será gasto dinheiro nesta nova despesa, em vez de ser investido noutros aspectos da tua digressão, gravação e carreira musical. Lembra-te que este dinheiro extra precisará ser reembolsado PRIMEIRO à discográfica, antes da tua banda ver qualquer lucro da tournée OU gravação (sim a tua discográfica vai exigir recuperar todos os gastos).

Muitas bandas novas têm um senso de denominação e pensam que é trabalho do gerente da digressão ensinar a banda a comportar-se dentro e fora do palco. Isto, como já discutido, custa à empresa de gravação e à banda muito dinheiro. Porém, quando estás numa sociedade de mútuo beneficio com a discográfica, sabes que é do maior interesse de todos tomares a iniciativa de te preparares, de todos os modos possíveis, antes de gastar o dinheiro. Se não  te tiveres preparado com antecedência, estarás criando um risco de investimento mais alto para a empresa discográfica com quem assinaste!

Aqui Estão As Coisas Mais Importantes De Lembrar Deste Artigo:
  1. Descobre o máximo que puderes sobre as companhias (especialmente discográficas) com quem queiras trabalhar, antes de lhes fazeres uma abordagem. Isto ajudar-te-á de muitas formas. Primeiro, vais-te familiarizar com os seus objectivos, desejos empresariais e desafios. Isto vai ajudar a te antecipares com soluções de benefício mútuo nas negociações empresariais. Para além disso, as pessoas destas organizações ficarão impressionadas por teres perdido tempo para aprender sobre as necessidades deles antes de os abordares. Eles vão lembrar-se de ti.
     
  2. Tenta ver sempre todas as situações empresariais e propostas do ponto de vista deles. Isto vai permitir que te antecipes em relação às suas necessidades, desafios e possíveis objecções em trabalhar contigo. Então, precisas demonstrar compreensão através de palavras e acções.
     
  3. Pensa em termos de sociedades de benefício mútuo. Se desenvolveres a reputação de teres proposto ideias empresariais que satisfazem as tuas necessidades e as do outro lado, vais descobrir muitas mais atraentes oportunidades de carreira musical.
     
  4. Procura maneira de adicionares valor, reduzindo o risco. Em todos negócios (indústria da música ou noutros casos), o teu sucesso será grandemente afectado pela tua habilidade de entregar valor alto com baixo risco. Antes de abordares qualquer companhia com uma proposta empresarial, considera todos os modos que estás planejando para acrescentar valor ao projecto. Podes aumentar esta lista? Faz a mesma análise de todos os potenciais riscos de uma sociedade empresarial em particular (quer venham de ti ou de outras pessoas no projecto). O que podes fazer para minimizar ou eliminar estes riscos? Se fizeres isto, definitivamente, terás uma grande vantagem em relação à maioria dos músicos que se preocupam mais com o que o salário deles vai ser, em vez de tentarem aumentar o valor de todas as partes envolvidas.
     
  5. Depois de fazeres isto tudo, podes somar valor e reduzir risco e precisas demonstrá-lo com palavras e acções novamente. Pensa como a maioria das bandas tenta assinar um contrato. Elas fazem espectáculos locais, tentam aumentar os seus seguidores, enviam demos para discográficas, companhias de administração de artistas, advogados de entretenimento, etc. Deste modo, competes com todas as outras bandas desconhecidas. Aqui tens uma enorme dica: porque não te centras directamente em mostrar e provar a estas companhias / pessoas que o teu valor é mais alto e o teu risco inferior ao dos milhares de outras bandas que enviam as suas demos todos os anos? Embora haja muito mais para contar nesta história, foi nesta base que eu fiz o meu primeiro contrato para gravar um disco. Esta aproximação ajudou a, literalmente, separar-me de milhares de outros excelentes guitarristas que procuraram as mesmas oportunidades de carreira de música que eu tive. E eu usei esta estratégia de desenvolvimento de carreira musical para conseguir vários outros negócios satisfatórios e lucrativos relacionados com a música.
     
  6. Perde o sentimento de denominação. Como eu aludi no artigo, nenhuma empresa discográfica no mundo te vai querer, a menos que tenhas para lhes oferecer algo que eles achem valioso. Ninguém tem direito a um contrato de gravação, ou a mais dinheiro, por ser um grande músico. Sentir-se deste modo é um erro que muitos músicos cometem, e um que eu espero que evites agora que estás atento a isto por leres este artigo. Ao invés, o que precisas fazer é provar à outra parte que eles estariam rejeitando uma grande oportunidade ao não trabalharem contigo. Quando puderes fazer isto, vais achar que as outras coisas vão encaixar no lugar facilmente.

Deves pensar profundamente nos assuntos que eu expus. Eu considero que alguns dos modos, ou todos eles, podem ser aplicados à tua actual (ou futura) carreira musical. Eu dei-te alguns bons pontos de partida para pensares e planejares o sucesso. Usa-os para agires da maneira que sabes que tens que agir, de forma a alcançares as tuas metas de carreira musical!

Se perdeste o inquérito sobre carreira musical, mencionado no começo deste artigo, eu encorajo-te a fazê-lo aqui: https://tomhess.net/WhatDoesTheMusicIndustryLookForInYou.aspx


Learn more about becoming a professional musician.
 

© 2002-2017 Tom Hess Music Corporation